{"id":9153,"date":"2023-10-11T20:51:04","date_gmt":"2023-10-11T23:51:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fai.edu.br\/?p=9153"},"modified":"2023-10-11T20:51:04","modified_gmt":"2023-10-11T23:51:04","slug":"ensino-superior-ainda-faz-diferenca-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/2023\/10\/11\/ensino-superior-ainda-faz-diferenca-2\/","title":{"rendered":"Ensino superior ainda faz diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p>A&nbsp;gradua\u00e7\u00e3o&nbsp;continua sendo um diferencial quando o assunto \u00e9 se colocar no mercado de trabalho. De acordo com o \u00edndice ABMES\/Symplicity de Empregabilidade 2023 (IASE), entre julho de 2020 e junho de 2021, aproximadamente 75% dos egressos do ensino superior foram empregados em at\u00e9 um ano ap\u00f3s a cola\u00e7\u00e3o de grau e mais de 83% deles atuam em sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o. Um aumento consider\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, em que apenas 69% conseguiram trabalho logo ap\u00f3s se formarem e 70% encontraram oportunidade na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa avaliou a coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de mais de 4,8 mil&nbsp;alunos de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior brasileiras formados&nbsp;durante o per\u00edodo&nbsp;mais cr\u00edtico da pandemia. &#8220;Os dados se referem a todas as carreiras e a quase todas as regi\u00f5es do Brasil. Este resultado \u00e9 um est\u00edmulo para quem quer investir no futuro. \u00c9 um bom momento para os jovens retornarem ao ensino superior&#8221;, explica Celso Niskier, diretor presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Niskier ressalta que o cen\u00e1rio otimista deve-se \u00e0&nbsp;retomada econ\u00f4mica p\u00f3s-pandemia. Um indicativo disso \u00e9 que n\u00e3o apenas a empregabilidade melhorou, mas o sal\u00e1rio m\u00e9dio de profissionais graduados aumentou em 9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, passando de cerca de R$ 3.800 para R$ 4.200.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia Paniquar, l\u00edder de transi\u00e7\u00e3o de carreira da consultoria LHH, concorda que a melhor maneira de alavancar a carreira e se introduzir no mercado de trabalho&nbsp;segue sendo atrav\u00e9s do ensino superior. &#8220;O Brasil vem mudando aos poucos neste quesito, mas esta ainda \u00e9 a melhor maneira de se profissionalizar.&#8221; A consultora explica que, para al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o que oferecem,&nbsp;faculdades e universidades possuem v\u00e1rias parcerias com empresas que auxiliam seus alunos a se introduzirem no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carreiras promissoras<\/strong><br>Profissionais dos cursos de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) est\u00e3o entre os mais bem remunerados do pa\u00eds, com sal\u00e1rios cerca de 50% acima da m\u00e9dia do pa\u00eds, em torno de&nbsp;R$ 5.200. O setor emprega profissionais como desenvolvedores, engenheiros de software, analistas de dados, engenheiros de dados, desenvolvedores mobile, entre outros. A \u00e1rea lidera tamb\u00e9m os \u00edndices de empregabilidade: 81,5% dos egressos declaram estar trabalhando e o cen\u00e1rio deve seguir favor\u00e1vel, de acordo com as amostras realizadas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O campo das&nbsp;engenharias tamb\u00e9m aparece como destaque na pesquisa, com quase 80% dos graduados inseridos no mercado de trabalho. A profiss\u00e3o registrou, inclusive, um aumento de 4% no \u00edndice de empregabilidade desde a \u00faltima pesquisa. Egressos de cursos de engenharias&nbsp;recebem cerca de R$ 4.500.<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel Reis, 30 anos, conhece de perto as duas realidades. Formada em Engenharia El\u00e9trica pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), come\u00e7ou a carreira como analista de engenharia no setor de manuten\u00e7\u00e3o e obras, mas acabou migrando para a \u00e1rea de TI. Ela conta que a transi\u00e7\u00e3o de carreira aconteceu de maneira natural, motivada pela necessidade de automatizar suas tarefas do dia a dia, quando come\u00e7ou a estudar sobre ci\u00eancia de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fazer&nbsp;faculdade de engenharia me ajudou a ter uma transi\u00e7\u00e3o mais suave para TI, at\u00e9 por ter feito algumas mat\u00e9rias da faculdade junto com o pessoal da computa\u00e7\u00e3o. Mais tarde, fiz uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia de dados. Acredito que nos pr\u00f3ximos anos a tend\u00eancia do mercado de TI \u00e9 ficar cada vez mais competitivo, e a gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea pode ser, sim, um crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o, principalmente para vagas com maior n\u00edvel de senioridade&#8221;, fala.<\/p>\n\n\n\n<p>A engenheira trabalhou para empresas nacionais e estrangeiras como analista de dados e afirma que &#8220;no geral, a TI paga melhor.&nbsp;Por outro lado, o&nbsp;mercado de TI \u00e9 muito mais vol\u00e1til que o de engenharia, porque as mudan\u00e7as ocorrem numa velocidade superior. Depois da experi\u00eancia adquirida, a engenharia tem mais seguran\u00e7a&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Paniquar salienta&nbsp;que setores como estes, ligados \u00e0 tecnologia, tendem a se manter atrativos a longo prazo.&nbsp;&#8220;Com as mudan\u00e7as da tecnologia e do mundo,&nbsp;algumas \u00e1reas que v\u00e3o perder espa\u00e7o, mas ao mesmo tempo isso cria novas oportunidades para as pessoas se profissionalizarem&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdade de&nbsp;g\u00eanero, ra\u00e7a e faixa et\u00e1ria<\/strong><br>Pela primeira vez, o IASE 2023 explorou dados de g\u00eanero, ra\u00e7a e idade. No geral, os homens levam vantagem na empregabilidade (82,2%), em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres (74,1%). A renda do sexo masculino tamb\u00e9m se mostra superior, visto que os homens recebem, em m\u00e9dia, 40% a mais que as mulheres. Comparando ra\u00e7as, pessoas brancas possuem um \u00edndice maior de empregabilidade (81%) e com maior renda m\u00e9dia em rela\u00e7\u00e3o aos demais. A maior disparidade est\u00e1&nbsp;entre pessoas pretas, em que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de R$ 3.200, valor 30% menor que o sal\u00e1rio de profissionais brancos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infelizmente, notamos nessa pesquisa uma desigualdade na contrata\u00e7\u00e3o dos jovens por ra\u00e7a e g\u00eanero. S\u00e3o quest\u00f5es estruturais e hist\u00f3ricas que devem ser resolvidas atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a maior inser\u00e7\u00e3o desses grupos econ\u00f4micos desfavorecidos no mundo do trabalho&#8221; afirma o&nbsp;diretor da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modalidade de curso<\/strong><br>A pesquisa demonstrou que a diferen\u00e7a de empregabilidade e sal\u00e1rio entre cursos presenciais e \u00e0 dist\u00e2ncia (EAD) n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o significativa quanto no passado. A disparidade entre ex-alunos que cursaram a modalidade presencial e est\u00e3o trabalhando para aqueles que fizeram cursos de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia \u00e9 de apenas 6%. Sobre sal\u00e1rios, enquanto alunos do modelo tradicional apresentaram uma m\u00e9dia salarial de R$ 4.200, os alunos da modalidade&nbsp;EAD&nbsp;recebem em m\u00e9dia&nbsp;R$ 3.900.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cursos tradicionais<\/strong><br>A \u00e1rea de sa\u00fade, tradicionalmente tida como uma carreira promissora, aparece&nbsp;em quarto na lista de cursos com maior renda m\u00e9dia, cerca de R$ 4600, atr\u00e1s de TI, engenharias e humanidades, que teve um baixo n\u00fameros de respondentes na pesquisa. O curso tamb\u00e9m est\u00e1 no topo quando se trata de empregabilidade, com 76% de egressos trabalhando, e cerca de 94% desses trabalhando na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o caso de Lucas Cristiano, 23 anos, que se formou em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e conseguiu um emprego logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o do curso em uma academia renomada na cidade. &#8220;Estou extremamente satisfeito com a profiss\u00e3o e o sal\u00e1rio que recebo. Concluir o curso valeu cada batalha na minha vida, escolhi educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica desde o ensino m\u00e9dio e n\u00e3o mudaria nada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Isabela de Araujo, 24 anos, por\u00e9m, a experi\u00eancia foi outra. Ela \u00e9 formada em farm\u00e1cia pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e demorou seis meses para que conseguisse seu primeiro emprego na \u00e1rea de sa\u00fade, por\u00e9m como auxiliar de suprimentos em um hospital. Seu objetivo \u00e9 migrar de setor e&nbsp;trabalhar como farmac\u00eautica. &#8220;Me inscrevi em v\u00e1rias vagas e inclusive fiz entrevistas, por\u00e9m s\u00f3 recebia retorno negativo, quando recebia. Foi dif\u00edcil encontrar minha primeira oportunidade&#8221;. Apesar disso, Isabela considera que&nbsp;cursar o ensino superior ajudou-a se inserir no mercado de trabalho e que,&nbsp;mesmo n\u00e3o sendo obrigat\u00f3rio para muitas carreiras, seu diploma de gradua\u00e7\u00e3o pode ter sido um fator decisivo na hora da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;gradua\u00e7\u00e3o&nbsp;continua sendo um diferencial quando o assunto \u00e9 se colocar no mercado de trabalho. De acordo com o \u00edndice ABMES\/Symplicity de Empregabilidade 2023 (IASE), entre julho<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-9153","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-do-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9153"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9153\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9154,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9153\/revisions\/9154"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unipora.edu.br\/un2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}